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	<title>Política Externa Brasileira, estudos</title>
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	<description>sebenta digital com o essencial para a compreensão das relações internacionais brasileiras</description>
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		<title>Política Externa Brasileira, estudos</title>
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		<title>Paradigma Liberal-Conservador (1810-1930)</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 15:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Ferreira Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pela primeira vez um sistema internacional de escala global estendeu-se pelo planeta, regido por valores, princ&#237;pios e interesses europeus. A superioridade econ&#243;mica dos pa&#237;ses europeus &#8212; quer relativamente a col&#243;nias quer a demais pa&#237;ses com liga&#231;&#245;es semelhantes &#8212; tornou o sistema internacional num poderoso instrumento ao servi&#231;o da expans&#227;o dos interesses das pot&#234;ncias europeias, que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=politicaexternabrasileira.wordpress.com&blog=3499917&post=10&subd=politicaexternabrasileira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><P align="justify"><FONT face="Lucida Bright" size="2">Pela primeira vez um sistema internacional de escala global estendeu-se pelo planeta, regido por valores, princ&#237;pios e interesses europeus. A superioridade econ&#243;mica dos pa&#237;ses europeus &#8212; quer relativamente a col&#243;nias quer a demais pa&#237;ses com liga&#231;&#245;es semelhantes &#8212; tornou o sistema internacional num poderoso instrumento ao servi&#231;o da expans&#227;o dos interesses das pot&#234;ncias europeias, que impuseram um modelo comercial, institucional e produtivo. O conte&#250;do deste sistema internacional euro-definido era designado por &#171;pol&#237;tica das portas abertas&#187;. A periferia n&#227;o tinha outra op&#231;&#227;o, na firma&#231;&#227;o de tratados, que n&#227;o a importa&#231;&#227;o de produtos manufacturados e a exporta&#231;&#227;o de produtos prim&#225;rios. O liberalismo europeu voltava-se para fora. A economia segundo o modelo de David Ricardo, do livre com&#233;rcio, induziu a divis&#227;o internacional do trabalho. Centro e periferia submeteram-se a fun&#231;&#245;es complementares que produziam as condi&#231;&#245;es do desenvolvimento e do subdesenvolvimento. </FONT></P><P align="justify"><FONT face="Lucida Bright" size="2">Os diplomatas brasileiros da &#233;poca, na firma&#231;&#227;o de acordos,procuraram fazer prevalecer os direitos dos plantadores e exportadores de produtos prim&#225;rios, mas nem isso foi aceite pela diplomacia europeia, que apenas importava produtos oriundos das col&#243;nias. Bloqueando a moderniza&#231;&#227;o interna, a diplomacia brasileira cedeu o mercado dos manufacturados por nada. Com o tempo os agroexportadores ir&#227;o beneficiar do interc&#226;mbio, com a abertuda da agroexporta&#231;&#227;o que mantinha viva a importa&#231;&#227;o das manufacturas.</FONT></P><P align="justify"><FONT face="Lucida Bright" size="2">O liberalismo determinava, assim, o modo de organizar a produ&#231;&#227;o e o modo de agir exterior nos campos comerciais e financeiros. A ideologia liberal marca, sobremaneira, o per&#237;odo de Reg&#234;ncia (1831-1840) quando se moldas as institui&#231;&#245;es de estado nacional e se trava a pol&#233;mica em torno da centraliza&#231;&#227;o e descentraliza&#231;&#227;o do poder. A face liberal explica a assinatura dos tratados desiguais e a pol&#237;tica aduaneira, isto &#233;, a consolida&#231;&#227;o do Brasil numa posi&#231;&#227;o perif&#233;rica. A face conservadora explica o malogrado projecto de industrializa&#231;&#227;o dos anos de 1840 e a negocia&#231;&#227;o firme das fronteiras. Sobservi&#234;ncia e soberania temperavam a pol&#237;tica exterior e o modelo de inser&#231;&#227;o internacional do Brasil. </FONT></P><P align="justify"><FONT face="Lucida Bright" size="2">Os liberais-conservadores brasileiros procediam &#224; leitura do interesse nacional, evocando um conceito de sociedade simples, composta fundamentalmente de dois segmentos: os grandes propriet&#225;rios das terras e donos do poder, e o resto da sociedade, escravos, ex-escravos, trabalhadores livres, imigrantes. Aqueles dirigentes confundiam os interesses nacionais com os pr&#243;prios interesses: dispor de m&#227;o-de-obra, exportar produtos das suas fazendas e importar bens de consumo. O esquema de rela&#231;&#245;es econ&#243;micas internacionais a que se submeteu o Brasil durante mais de um s&#233;culo foi: exporta&#231;&#245;es prim&#225;rias, importa&#231;&#245;es industrias, prest&#237;gio externo como convinha &#224;s oligarquias, cr&#233;dito junto &#224; pra&#231;a de Londres para enfrentar eventuais problemas de balan&#231;o de pagamentos. </FONT><FONT face="Lucida Bright" size="2">Os impactos s&#227;o bem conhecidos: ilus&#227;o de modernidade em ilhas urbanas de consumo ou fazendas do interior e atraso econ&#243;mico generalizado. Os analistas da Cepal elaboraram conceitos tardios sobre a depend&#234;ncia centro-periferia. </FONT></P></p>
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			<media:title type="html">Quebra Cabeças</media:title>
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		<title>Enfoque Paradigm&#225;tico</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 12:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Ferreira Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um paradigma em ci&#234;ncias sociais e humanas corresponde a uma explana&#231;&#227;o compreensiva do real. A an&#225;lise paradigm&#225;tica que aplicamos &#224;s &#171;Rela&#231;&#245;es Internacionais&#187; brasileiras &#8212; o nosso campo de estudo &#8212; compreende um m&#233;todo. A an&#225;lise paradigm&#225;tica, conduzida de acordo com tr&#234;s n&#237;veis de actua&#231;&#227;o hist&#243;rica (diplom&#225;tica, pol&#237;tica e rela&#231;&#245;es internacionais) evoca, portanto, determinados pressupostos. Em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=politicaexternabrasileira.wordpress.com&blog=3499917&post=9&subd=politicaexternabrasileira&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><P style="text-align:justify;" align="justify"><FONT face="Lucida Bright" size="2">Um paradigma em ci&#234;ncias sociais e humanas corresponde a uma explana&#231;&#227;o compreensiva do real. A an&#225;lise paradigm&#225;tica que aplicamos &#224;s &#171;Rela&#231;&#245;es Internacionais&#187; brasileiras &#8212; o nosso campo de estudo &#8212; compreende um m&#233;todo. A an&#225;lise paradigm&#225;tica, conduzida de acordo com tr&#234;s n&#237;veis de actua&#231;&#227;o hist&#243;rica (diplom&#225;tica, pol&#237;tica e rela&#231;&#245;es internacionais) evoca, portanto, determinados pressupostos. Em primeiro lugar, verificamos a exist&#234;ncia da ideia de &#171;na&#231;&#227;o&#187;, mesmo que n&#227;o partilhada pelo povo, &#233; comummente aceite pelos dirigentes pol&#237;ticos. <SPAN></SPAN>Esta ideia de na&#231;&#227;o representa a interpreta&#231;&#227;o que estes fazem de si mesmos enquanto realidade social e cultural e a vis&#227;o que projectam do mundo, como ainda alberga a resultado da jun&#231;&#227;o destes dois pressupostos. O resultado destes factores origina a &#171;identidade cultural&#187; que cada pa&#237;s leva para a pol&#237;tica externa. Em segundo lugar, o paradigma comporta percep&#231;&#245;es de interesse. Isto &#233;, re&#250;ne a leitura que os dirigentes fazem dos interesses nacionais (de seguran&#231;a, sociais, econ&#243;micos, culturais, etc.), leitura esse que tamb&#233;m se altera com a mudan&#231;a de paradigma. Em terceiro lugar, o paradigma comporta elabora&#231;&#245;es pol&#237;ticas, condicionando tend&#234;ncias de m&#233;dio e longo prazo e as pr&#243;prias rupturas. A an&#225;lise paradigm&#225;tica h&#225;-de colher as determina&#231;&#245;es internas e os condicionamentos externos, os fins da pol&#237;tica, o peso da ideia de na&#231;&#227;o a construir e da cosmovis&#227;o.</FONT></P><DIV style="text-align:justify;" align="justify"><FONT face="Lucida Bright" size="2">As rela&#231;&#245;es internacionais do Brasil deram origem a quatro paradigmas: o &#171;liberal-conservador&#187;, que se estende do s&#233;culo XIX a 1930, o &#171;Estado Desenvolvimentista&#187; entre 1930 e 1989, o &#171;Estado Normal&#187; e o &#171;Estado Log&#237;stico&#187;, podendo dizer-se que os &#250;ltimos tr&#234;s coexistem compondo o modelo brasileiro de rela&#231;&#245;es internacionais de 1990 at&#233; aos nossos dias.</FONT></DIV><DIV style="text-align:justify;" align="justify"><FONT face="Lucida Bright" size="2"></FONT>&nbsp;</DIV><DIV style="text-align:justify;" align="justify"><FONT face="Lucida Bright" size="2">&#8212;</FONT></DIV><DIV style="text-align:justify;" align="justify"><SPAN style="font-size:85%;"><SPAN style="font-size:x-small;"><EM><FONT face="Lucida Bright">* texto desenvolvido a partir das ideias de Amado Luiz Cervo</FONT></EM></SPAN></SPAN></DIV><DIV>&nbsp;</DIV><DIV align="right"><FONT COLOR="#000080" size="1"><I><FONT face="Lucida Bright">Powered By </FONT>  <A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"><FONT face="Lucida Bright">Qumana</FONT></A></I></FONT></DIV></p>
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